quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A tua mão na minha.
Não vi, nem sei quem és.
Quem és, desconhecido, com essa estranha melodia que te acompanha?
Sinto o ar vibrar, quando te aproximas.
Continuo sem ver, deixa-me ver!
Estás a pegar-me na mão, ou é seda que me envolve?
E o chão, que se passa com ele que não o sinto?
Deixa-me ver-te, deixa-me apertar a tua mão com força.
Não! Não me largues já, eu prometo que não insisto, só não me deixes cair...
Que estranha segurança é esta que me transmites?
Agora pára, deixa-me decorar este momento.
Um dia, quando me deixares ver-te (ou me deixar ver-te), vou apertar-te a mão com esta intensidade. Vou estar ofegante, como estou agora, e com a nuca arrepiada. Vou lembrar-me, ao toque da tua mão, deste mesmo toque e de todas estas cores, de todos estes sons, de todos estes cheiros.
Agora podes largar-me, é hora de acordar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
"Vou lembrar-me, ao toque da tua mão, deste mesmo toque e de todas estas cores, de todos estes sons, de todos estes cheiros.
ResponderEliminarAgora podes largar-me, é hora de acordar."
Tens noção que reuniste nestas palavras a essência dos OSBA? isto é One Second Before Awakening. Lindo