A Leonor hoje confrontou-me. E um confronto nada ele amigável. Deixou-me estendida no chão de pedra frio, num sítio onde nunca tinha estado (como lá fui parar então?). Nem eu pensei que ela fosse tão forte, e afinal, não foram precisas assim tantas palavras para me derrubar. Palavras como facas a arder, a entrar e a sair no meu corpo. Facas para me lembrar do verdadeiro sentido da vida. Facas e palavras das que ferem só porque foram merecidas, daquelas verdades más de ouvir, apetrechadas com baldes de água fria. E tudo isso para nos acordar.
Há quem tenha um grilinho de smoking e cartola, há ainda pessoas normais, com aquilo a que normalmente chamamos de consciência... e eu? Eu tenho uma Leonor.
E agora volto a adormecer.
Sem comentários:
Enviar um comentário