Não te atendo o telemóvel e escusas de tentar vir cá ter a casa. Finjo que não estou.
Hoje posso até destruir tudo o que esteja à vista e roer as unhas da mão esquerda enquanto seguro o telemóvel que vibra na direita, quando me voltas a ligar mas não vou ouvir a tua voz. Não. Não o vou fazer porque não o suportaria.
A minha vontade é correr para ti, e não dizer-te que não! Abraçar-te enquanto me levantas facilmente do chão e me apertas contra o teu peito. Como o farias. Depois irias pousar-me, não me largando ainda, cingindo-me pela cintura. Olharíamos loucos um para o outro, no momento em que as nossas bocas se buscavam, ofegantes, unindo-se finalmente, num beijo tão duro que nada se parece com os que estamos habituados a ver nos filmes românticos de domingo à tarde. Seria um beijo, como nós, louco. Seria bruto, extasiante, desenvergonhado. Ordinário. E acabava.
Nesse momento já não me abraçando. Olhavas-me numa urgência, olhos ávidos de desejo e eu compreenderia de imediato o que se passaria a seguir. Sem espaço ou tempo para pensar, já estaria no novo nos teus braços, nas tuas mãos. Sem saber como, já estaria encostada à parede, enquanto me despias o essencial. Os meus dedos entrelaçavam-se no teu cabelo curto, e apertavam-no com força, puxando-te assim para mim.
Seria uma, duas, três vezes. Teríamos a noite por nossa conta. E o dia. Porque ambos quereríamos sempre mais, e mais. E depois acabava.
Hoje não quero falar contigo. Não quero, não posso, não consigo falar contigo. Não consigo porque teria de dizer-te que não.
Hoje não te adianta sequer mandar sms's, porque vou fazer o que fiz às outras: abrir, ler, fechar e pousar de novo o telemóvel em cima daquela mesinha onde tenho o espelho redondo e umas quantas velas, sabes? As de baunilha...
Hoje não vou falar contigo para não ter de dizer-te que não te posso ver. Não quero, não posso, não consigo ter de o dizer outra vez.
Hoje não vou falar contigo para não ter de dizer-te que não te posso ver. Não quero, não posso, não consigo ter de o dizer outra vez.
Hoje posso até destruir tudo o que esteja à vista e roer as unhas da mão esquerda enquanto seguro o telemóvel que vibra na direita, quando me voltas a ligar mas não vou ouvir a tua voz. Não. Não o vou fazer porque não o suportaria.
A minha vontade é correr para ti, e não dizer-te que não! Abraçar-te enquanto me levantas facilmente do chão e me apertas contra o teu peito. Como o farias. Depois irias pousar-me, não me largando ainda, cingindo-me pela cintura. Olharíamos loucos um para o outro, no momento em que as nossas bocas se buscavam, ofegantes, unindo-se finalmente, num beijo tão duro que nada se parece com os que estamos habituados a ver nos filmes românticos de domingo à tarde. Seria um beijo, como nós, louco. Seria bruto, extasiante, desenvergonhado. Ordinário. E acabava.
Nesse momento já não me abraçando. Olhavas-me numa urgência, olhos ávidos de desejo e eu compreenderia de imediato o que se passaria a seguir. Sem espaço ou tempo para pensar, já estaria no novo nos teus braços, nas tuas mãos. Sem saber como, já estaria encostada à parede, enquanto me despias o essencial. Os meus dedos entrelaçavam-se no teu cabelo curto, e apertavam-no com força, puxando-te assim para mim.
Seria uma, duas, três vezes. Teríamos a noite por nossa conta. E o dia. Porque ambos quereríamos sempre mais, e mais. E depois acabava.
Hoje não quero falar contigo. Não quero, não posso, não consigo falar contigo. Não consigo porque teria de dizer-te que não.
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