Pudesse eu não saber de que ferro é feito o amor.
De que veneno é feita a loucura.
Pudesse eu não ter medo de ser e de sermos.
De correr descalça por entre os espinhos da memória.
Pudesse eu dar-te a mão, sentirias o pulsar do meu coração?
Verias o mundo como eu o vejo, ao contrário, onde felizes são aqueles que não pensam, e que se entregam à loucura de olhos fechados, como eu?
Quando os abrem é Verão. É noite de Verão.
Fecha os olhos e deixa-te cair. Por favor. Fizeste o que te pedi? É noite de Verão e o mundo está bem ao contrário? Então já percebes o que quero dizer.
Pudesse eu não saber de que ferro é feito o amor,
e de que veneno é feita a loucura.
Ou não?
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