O medo. Há vários medos porque há várias pessoas. Todos eles diferem, mas todos eles tocam em alguém em comum.
Há um em especial que desperta a minha curiosidade... Um que me é comum. O medo do escuro.
Caminhamos por nossa casa milhões de vezes, até o podemos fazer de olhos fechados porque a conhecemos de cor. Sabemos perfeitamente que a seguir ao sofá está aquele vaso castanho grande, e que a casa de banho fica à direita, e a cozinha ao fundo do corredor.
Mas à noite... À noite tudo está calado e apagado. Tudo parece maior e mais pequeno. Quando cai a noite, que cobre tudo com aquele manto negro, tudo parece diferente, tudo parece fora do sítio.
É irracional sentir medo de algo assim.
Cada silêncio desperta um a um, cada sentido. E a cada som, explodimos.
Às vezes corremos, pensando que a escuridão não custa tanto assim, escondemo-nos e fechamos os olhos com força. Pegamos no mp3, pomos música nas alturas e deixamo-nos estar, até o medo passar. Escondemo-nos na nossa escuridão, para fugir a escuridão da nossa casa. (ou aos aliens daquele filme de terror que não deviamos ter visto sozinhos)
É de facto um medo estranho... é que, às vezes, é só ligar a luz e está tudo como sempre esteve.
(sim, mas eu continuo com medo do escuro)
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