Já faltava pouco para chegar lá. Apressava-se. Sentia o cheiro a pipocas e algodão doce no ar e, abafada ainda, a música fazia-se ouvir. Daquela que só se ouve nas feiras dos contos de fadas.
Só mais um bocadinho. Quanto mais se aproximava, mais depressa corria. Sentia o coração aos pulos, respiração ofegante, todo o corpo em máxima excitação.
Até que começou a abrandar, hesitou, parou. O vento que antes se fazia sentir parou também, tal como todo e qualquer tipo de som que preenchia o mundo. Só se ouvia a ela. E, calma, será? A música recomeçou, ao de leve! A música continua a chamá-la! Leonor retoma a corrida pela porta mágica que se avizinha.
Já faltava pouco para chegar lá, e o melhor de tudo? É que nada disto precisa de fazer sentido.
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