quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Tranco a porta.

Parto os pratos, queimo o resto.
Fecho a porta.
Fecho os olhos 
mas já (te) vi.
É hora de trancar a porta.
Limpo a casa. 
Danço e grito e choro.
Tranco a porta.
Vi que basta.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Nuvens e rasgos de céu.


Rasgo, o céu. 

Rasgo o peito.

Afasto as nuvens mas não vejo o céu.

Então rasgo.

E rasgo o céu.

Rasgo.

Rasgos que me seguem, que se seguem.

Que me cegam.

São só rasgos, de céu.

Nuvens e rasgos de céu.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Um lago.

Embarco e zarpo.

Brado.

Narro, um barco parco, fraco.

Parto.

Fico.

Parto.

Brado, bravo.

Fico ou parto?

domingo, 29 de outubro de 2023

Dreamer's Path.

Não preciso de uma máquina do tempo.

Não preciso de uma máquina do tempo.
Mas
e se a tivesse?
Usaria o tempo como o usei? 
Querer fazer tudo, querer ser tudo.
Deixar tudo a meio.
Sonhar, acreditar e mentir que sou, que vou, que faço?
Na verdade, ser quase tudo, 
fazer quase tudo mas nunca conseguir, de facto, ser nada? 
Não levar nada até ao fim, ao fundo. 
A fundo.
Não preciso de uma máquina do tempo.
Preciso do tempo só, o que não queria, talvez faça dele essa máquina do tempo.
Passo a passo, minuto a minuto, sem mentir agora. 
Ver agora quem sou eu realmente. Do que gosto, eu, realmente.
Sem os outros. Sem amarras, sem pressões.
Não ter medo de ser só.
Querer descobrir quem sou só.
Ouvir-me agora, sem o ruído.
Não preciso de uma máquina do tempo.
Preciso somente de ser.
Começar a ser.
Quem será que sou e do que sou capaz?
Talvez não precise de uma máquina do tempo.
Talvez precise apenas disto.
Ser.
Poder ser.
O que realmente for.
Sem medo.
Ser, o que for.
Sem querer ser tudo.
Ser só.
Ser, só.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Rosas.

 Partem-se, chama-lhe rosas. Partem-se, os espinhos.

Cuida(m)-se. E poda(m)-se.

Renascem(os).

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Le Jour d'avant




Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.




Não sei bem como foi. O que foi.
Sei que sinto a tua falta.
Pensei, sem pensar, no que seria melhor. O que doía melhor. 
A tua presença, a tua ausência?
Pois bem, parece que dói igual. A vida dói.
Intriga-me, aquele momento em que tudo se sente, no êxtase da novidade. Ainda que a novidade se repita (e então, chamar-lhe-ia, ainda, novidade?).
Quando vens ( ou quando voltas?) e tudo soa bem. Tudo dói bem.
Intriga-me esse momento e o porquê de não poder durar sempre. 
Mesmo quando é a melhor dor, o melhor amor -também isso- acaba.
Acabou (?) e agora tudo dói. E não é a dor boa.
Quando tenho sorte também não é a má. É aquela dor que soa à nostalgia alegre e triste em simultâneo. Soa a Yann Tiersen.

Dói à Yann Tiersen.

Por isso, não sei o que dói melhor. A tua presença ou a tua ausência.


No entretanto, 

Voltas?


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Dou por mim a fazer isto muitas vezes. Iniciar sessão, nova mensagem... ... ... sair. 
Deixar. 
Esquecer.

Hoje dei por mim a repetir o mesmo ritual de há tanto tempo mas, de facto, a escrever. Dou por mim de volta e porém ainda perdida.
Pelo menos estou de volta, a escrever.
Olá Leonor.
Recomecemos.