terça-feira, 1 de junho de 2010

Nas asas de um anjo.




Ouve a sua respiração, lenta, funda. A mão, pousada sobre o peito dele, sobe e desce, acompanhando as inspirações e expirações. Encosta a cabeça, sobre o coração dele, ouvindo-o bater, calmamente. Nesse momento, ele mexe-se e agarra-a com força, ficando depois novamente descansado. Como se, mesmo dormindo, precisasse apenas de a sentir ali. E então ela sentiu-se ali. Ali mesmo. Embrulhada em seda. Quente, protegida, amada.

Fechou os olhos, adormecendo.

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