Estendi a mão, fora da janela. Fechei os olhos, após decorar cada pedaço de céu mais à frente. De olhos fechados, estiquei o braço, abri a mão, para depois a fechar. Agarrei um bocadinho de céu. Senti-o nos dedos que o envolviam, ao de leve. Senti o ar e toda a paleta das cores, da aurora ao pôr do sol. E da noite, negra brilhante. Senti o frio da manhã que surge timidamente, iluminando-se devagar com o sol que nasce. E senti o calor que se esvai, ao cair da noite. Senti o cheiro de cada brisa.
E não foi só.
Mas tu não sabes.
Estendi a mão, fora da janela, e abri os olhos. Agarrei um bocadinho mais. Um bocadinho de céu. De um céu que é meu.
Sem comentários:
Enviar um comentário