terça-feira, 10 de junho de 2014

O tempo e as suas intermitências.


Num qualquer lugar comum o tempo é assim, esquisito, sei lá! Para, de vez em quando.
Por aqui podia parar de vez quando. 
A Leonor disse-me que para. 
E se parasse aqui? 
Não para mim. Para mim também para. De vez em quando. 
Gostava que parasse para ti.
Gostava que parasses e visses, como ele não para.
Vejo que ele não para e tu não vês.
Não me vês e eu não paro.
E sou só eu.
Depois parei. E tu não viste.

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