Era aí que ela estava. Feliz. Lá estava ela, naquela casa branca da portada de madeira velha.
A maresia enchia os seus ouvidos com aquela melodia de embalar, e então respirava fundo, num perfeito estado zen. Via-se a si mesma, no alpendre da casa branca da portada de madeira velha, exactamente assim, serena. E sorria.
Sentiu uns passos e o seu coração disparou, mas não se voltou. Esperou. Esperou até que os passos atrás dela parassem.
Pararam. Ela fechou os olhos, e ele abraçou-a nesse momento. O coração começava agora a acalmar, em reconhecimento. Sorria.
Voltou-se agora, e abriu os olhos.
Acordou. E acordou sozinha. A casa branca da portada de madeira velha ficou lá, no sonho do qual acordou. E então, ela levantou-se. Já não podia dormir mais. Não com o sonho da casa branca da portada de madeira velha.
Não podia.